UM DISTÚRBIO DE CRESCIMENTO, NO ENTANTO, SIGNIFICA QUE UMA CRIANÇA TEM CRESCIMENTO ANORMAL - POR EXEMPLO, CRESCIMENTO MUITO MAIS LENTO OU MUITO MAIS RÁPIDO DO QUE OUTRAS CRIANÇAS DA MESMA IDADE E SEXO.
Levando em consideração a disparidade entre os seres humanos de forma absoluta, como podemos como endocrinologistas dar valores absolutos de padrão como bioimpedanciometria, principalmente em medicina que é uma ciência meio e não matemática, onde nossas informações são adquiridas através de propedêutica médica individual. Se o crescimento não é o mesmo para todas as crianças, infanto- juvenis, pré-adolescentes e adolescentes como os médicos sabem o que é normal? Por pés e polegadas (ou metros e centímetros)! Ao longo dos anos, os valores de peso e altura de muitas crianças foram avaliados para muitas crianças de idades diferentes. Estas medidas foram colocadas juntas no que é chamado gráfico de crescimento padrão, que conta aos endocrinologistas sobre como a maioria das crianças crescem. Vamos tentar elucidar a tecnologia usada pelos médicos endocrinologista, neuroendocrinologistas e fisiologistas, de quais padrões mais frequentemente usados para tomarmos decisões terapêuticas seguras e que não sejam desnecessárias. Essas pesquisas vêm de longo tempo, a princípio em 1929, sob a liderança do falecido professor T. Wingate Todd, do Western Reserve University School of Medicine, Cleveland, Ohio, a Brush Fundation iniciou estudos preliminares sobre como basear seus planos para uma investigação de longo prazo de crescimento e desenvolvimento humanos nessa instituição.
A história é longa, entretanto, na década de 50, William Walter Greülich, professor de anatomia, da Stanford University School of Medicine e S. Idell Pyle pesquisador associado, Departamento de Anatomia do Western Reserve University e Stanford University School of Medicine deram sequência na atualização do Radiographic Atlas Of Skeletal Development Of The Hand And Wrist, amplamente usado hoje como padrão para avaliação de idade óssea e cronológica, embora existam diversos autores com padrões ligeiramente diferentes através de protocolos para crescimento. O crescimento e o desenvolvimento são eventos geneticamente programados, da concepção ao amadurecimento completo, porém fatores inerentes ao próprio indivíduo e outros representados por circunstâncias ambientais podem induzir modificações nesse processo. Fatores climáticos, socioeconômicos, hormonais, psicossociais e, sobretudo, nutricionais assim como exercícios são algumas das possíveis causas de modificação do padrão de crescimento e desenvolvimento (Saito, 1989). Devido à grande variabilidade quanto ao início, a duração e a progressão das mudanças puberais e a idade cronológica nem sempre está de acordo com a idade biológica. Essa última reflete melhor o progresso do organismo em direção à maturidade. Por isso, diversos parâmetros do crescimento e desenvolvimento são analisados através de medidas de peso, altura, idade óssea, entre outras (Damante et al., 1983). Esta separação entre idade cronológica e biológica depende de fatores que levarão a um desenvolvimento nem sempre harmônico.
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| RX IDADE ÓSSEA |
É o que chamamos de assincronia de maturação (Eisenstein & Souza, 1993). A puberdade, considerada uma etapa inicial do desenvolvimento biológico da adolescência, caracteriza-se pela ocorrência de dois tipos de mudanças no sistema reprodutivo sexual. Em primeiro lugar, as características sexuais primárias nas meninas referem-se às alterações dos ovários, útero e vagina e nos meninos, testículos, próstata e glândulas seminais, experimentam marcantes mudanças estruturais. Em segundo lugar, acontece o desenvolvimento das características sexuais secundárias: nas meninas corresponde ao aumento das mamas, aparecimento dos pêlos pubianos e axilares, nos meninos corresponde ao aumento da genitália, pênis, testículos, bolsa escrotal, além do aparecimento dos pêlos pubianos, axilares, faciais e mudança do timbre da voz. Paralelamente à maturação sexual são observadas outras mudanças biológicas, como as alterações no tamanho, na forma, nas dimensões e na composição corporal (quantidade da massa muscular e tecido adiposo) e na velocidade de crescimento, que é o chamado estirão puberal. Este processo, marcado por alterações de diversas funções orgânicas, constitui o que se denomina processo de maturação corporal, que ocorre simultaneamente com as transformações comportamentais e psicossociais, representando a adolescência.
Dr. João Santos Caio Jr.
Endocrinologia – Neuroendocrinologista
CRM 20611
Dra. Henriqueta V. Caio
Endocrinologista – Medicina Interna
CRM 28930
Como Saber Mais:
1. Em resposta aos sinais que recebe da hipófise as gônadas respondem produzindo hormônios que estimulam a libido e o crescimento estatural (altura), função e transformação do cérebro, ossos, músculos, sangue, pele, cabelos, seios e órgãos sexuais...
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2. Em média, as meninas começam a puberdade em idades de 10-11 anos; e os meninos em idades de 11-12. As meninas geralmente completam a puberdade por volta dos 15-16 anos de idade, enquanto os meninos geralmente completam a puberdade por volta de 16-17 anos de idade...
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3. Na diferenciação dos meninos, os mesmos têm um pico de secreção de GH-hormônio de crescimento em torno dos 13 anos de idade e apresentam 50 % menos que as meninas na secreção por pulso...
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AUTORIZADO O USO DOS DIREITOS AUTORAIS COM CITAÇÃO
DOS AUTORES PROSPECTIVOS ET REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA.
Referências Bibliográficas:
Dr. João Santos Caio Jr, Endocrinologista, Neuroendocrinologista, Dra Henriqueta Verlangieri Caio, Endocrinologista, Medicina Interna – Van Der Häägen Brazil, São Paulo, Brasil; Tanner JM. Auxology. In: Kappy MS, Blizzard RM, Migeon CJ, eds. The diagnosis and treatment of endocrine disorders in childhood and adolescence. 4th ed. Springfield, IL: Charles C Thomas, 1995:137–92; Rogol AD, Lawton EL. Body measurements. In: Lohr JA, ed. Pediatric outpatient procedures. Philadelphia: JB Lippincott, 1990:1–9; Baumgartner RN, Roche AF, Himes JH. Incremental growth tables: supplementary to previously published charts. Am J Clin Nutr 1986; 43:711–22; Tanner JM. Fetus into man: physical growth from conception to maturity. Cambridge, MA: Harvard University Press, 1989; Sinclair D. Human growth after birth. London: Oxford University Press, 1978; Smith DW. Growth and its disorders. Philadelphia: WB Saunders, 1977; Tanner JM, Healy MJR, Lockhart RD, et al. Aberdeen Growth Study, I: the prediction of adult body measurement from measurements taken each year from birth to five years. Arch Dis Child 1956;31:372; Marshall WA, Tanner JM. Variations in patterns of pubertal changes in girls. Arch Dis Child 1969;44:291–303; Marshall WA, Tanner JM. Variations in patterns of pubertal changes in boys. Arch Dis Child 1970;45:13–23; Berkey CS, Wang X, Dockery DW, Ferris B. Adolescent height growth of US children. Ann Hum Biol 1994;21:435–42.
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